Dicionário de crianças
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/05/130518_dicionario_criancas_colombia_aw_cc.shtml
segunda-feira, 20 de maio de 2013
quarta-feira, 15 de maio de 2013
sexta-feira, 10 de maio de 2013
1º Seminário Unificado de Imprensa Sindical acontece em julho em Florianópolis
Com o tema “Por que a luta dos trabalhadores não é notícia?” O 1º Seminário Unificado de Imprensa Sindical será realizado nos dias 4 e 5 de julho/2013 no Hotel Oceania (rua do Marisco, 550, Ingleses) em Florianópolis/SC. Um dos objetivos do evento é debater a imprensa sindical e apontar perspectivas para fortalecer este importante instrumento de disputa de hegemonia. O evento é pioneiro em Santa Catarina na unidade de sindicatos para debater o tema. Realizam o Seminário Sindprevs/SC, Sinasefe, Sintrajusc, SEEB Florianópolis e Sindaspi. Entre os temas que serão abordados estão: Lei dos meios: o desafio de quebrar o poder dos grandes grupos de comunicação; os desafios do Sindicalismo e seus reflexos na comunicação sindical; a disputa da mídia alternativa com a imprensa burguesa e as condições de trabalho e as dificuldades de se avançar no jornalismo sindical.
O Seminário é voltado para jornalistas, assessores de comunicação, dirigentes sindicais e estudantes na área de comunicação. Será um importante espaço de debate para avançarmos no jornalismo sindical e na unidade da luta da classe trabalhadora.
Confira abaixo e no folder em anexo a programação e as informações sobre as inscrições.
Sua presença será de grande importância neste debate!
Inscreva-se e participe!
1º Seminário Unificado de Imprensa Sindical
Hotel Oceania em Florianópolis/SC
(rua do Marisco, 550, Ingleses)
Dias 4 e 5 de julho/2013
Público alvo: jornalistas, assessores de comunicação, dirigentes sindicais e estudantes na área de comunicação.
Vagas limitadas
Realização: Sindprevs/SC - Sinasefe - Sintrajusc - SEEB Florianópolis - Sindaspi
Informações:
imprensa2@sindprevs-sc.org.br e imprensa@sinasefe-sc.org.br ou pelos fones (48) 3224.7899 (com Marcela Cornelli das 13h às 18h) e (48) 3028-5787 (com Luciano Faria das 13 às 18h)
Inscrições:
Inscrições de 10 de maio a 21 de junho de 2013
Valores com hospedagem*
Apto Single: R$ 313,00
Apto Duplo: R$ 223,00
Apto Triplo: R$ 209,00
*Hospedagem no Hotel Oceania, local do evento e com café da manhã.
Valores sem hospedagem: R$ 115,00
Estudantes: R$ 50,00
Os valores acima com ou sem hospedagem também incluem: transporte (Centro/Ingleses), almoço nos dias 4 e 5, café da tarde no dia 4 e jantar de confraternização no dia 4.
Como se inscrever?
1 - Preencher o formulário de inscrição (também disponível no site do Sindprevs/SC no link Eventos 25 anos)
Nome:
Local de trabalho:
Fones de contato:
e-mail:
Cidade:
Categoria da inscrição:
( ) Estudante
( ) Jornalista ( ) Diplomado ( ) Não diplomado
( ) Dirigente Sindical
( ) Outros
2 - o valor da inscrição deve ser depositado no Banco do Brasil, agência 4236-6, conta nº 7011-4 ou na Caixa Econômica Federal, agência 1078, operação 003, conta nº 333-9. (CNPJ Sindprevs/SC: 782671430001-51)
3 - o comprovante do depósito da taxa de inscrição deve ser enviado através do e-mail: imprensa2@sindprevs-sc.org.br
4 - a inscrição estará sujeita a confirmação após o envio do comprovante do depósito.
PROGRAMAÇÃO
Dia 4/7 (quinta-feira)
9h - mesa de abertura
9h15min - palestra Lei dos Meios: o desafio de quebrar o poder dos grandes grupos de comunicação.
Palestrantes: - Júlio Rudman, da Rádio Nacional da República Argentina. - Laurindo Leal, sociólogo e jornalista.
11h - debate
12h30min - almoço
14h – palestra Os desafios do Sindicalismo e seus reflexos na comunicação sindical.
Palestrante: Vito Giannotti do Núcleo Piratininga de Comunicação
14h40min – debate
16h – café
16h30min – painel: Fazendo a disputa de hegemonia. Palestrantes: representantes do Portal Desacato, Rádio Comunitária Campeche e Daqui na Rede.
17h30min – debate
18h30min – encerramento das atividades
20h - jantar de confraternização
Dia 5/7 (sexta-feira)
9h30min – painel: Condições de trabalho e as dificuldades de se avançar no jornalismo sindical.
Palestrantes: Celso Vicenzi, jornalista e Conselheiro Fiscal do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina e Leonor Costa, jornalista e diretora do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal.
10h – debate
11h – mesa de encerramento e encaminhamentos.
12h30min - almoço de encerramento
Durante o evento haverá espaço para exposição dos materiais dos sindicatos.
Haverá transporte saindo do Terminal Cidade de Florianópolis às 8h nos dois dias.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Pobres & Nojentas deu Apoio Cultural a três livros em 2013
Em março de 2013 três livros foram lançados com o Apoio Cultural da Revista Pobres & Nojentas. Começou com “Seu Antonio – Antônio Joel de Paula – a História de um Líder”, organizado e editado por Sandra Ribes e com editoração e foto de capa feitas por Marcela Cornelli, da P&N. Depois foi a vez do “Contos da Seve – Histórias de Severiana Rossi Correa”, organizado por Eduardo Schmitz, que também fez o projeto gráfico e a editoração eletrônica. A P&N lançou o livro em Florianópolis no dia 20 de março. O terceiro foi “Sonhos interrompidos: a luta de uma adolescente contra a anorexia”, de Carla Marcondes Ferreira de Souza e Mariana Marcondes Ferreira de Souza, com edição de Marcela Cornelli e Rosangela Bion de Assis e capa e projeto gráfico de Sandra Werle, da Letra Editorial, e Rosangela Bion de Assis.
Veja fotos de cada lançamento no Facebook da revista, "Pobres E Nojentas"
Veja o vídeo sobre o livro “Contos da Seve – Histórias de Severiana Rossi Correa” em
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Um dia qualquer
Elaine Tavares
É de manhã, cedinho. O caminhão do lixo
nem passou, trazendo com ele o barulho inconfundível e o grito dos trabalhadores
que anunciam a coleta. As corujas ainda voejam por sobre o muro, abrindo as asas
no rumo de um mais além, para longe das gentes que principiam em amanhecer. O
sol de outono abraçando o mundo torna as cores mais vivas. O verde das árvores é
pura esmeralda, e as penas dos canarinhos que ainda cantam, alucinados, no muro
lateral, brilham como ouro. Os gatos estão deitados na mesa do alpendre, com
preguiça de caçar. As laranjas-lima pesam no pé e são pura gratuidade, esperando
a mão da colheita. O cheiro do mar assoma, queimando as narinas. É como se fosse
uma manhã no paraíso.
Na rua de areia já estão os cachorros,
as galinhas e os meninos. A impressão é de que eles não dormem. Basta que a
barra do dia se anuncie e já dá para ouvir a gritaria dos pequenos tentando
empinar uma pipa, jogando taco ou na malícia do futebol. É gostoso pensar que
esses bacorinhos estão vivendo a vida assim, à larga, numa espécie de excesso de
natureza. Pelos menos os da minha rua jamais são vistos grudados em videogames
ou na internet. Estão ávidos demais por vento e sol. Correm pelas poças de água,
com os pés descalços, ostentando os corpinhos fortalecidos com todos os
anticorpos possíveis. Nem no inverno mais gelado os vejo de nariz vermelho.
Parece que são de ferro.
Mesmo no outono, quando o vento sul já
se insinua, eles entram pelo portão do vizinho que tem uma pequena piscina em
casa. Quem vai à frente é o menorzinho, para amolecer o coração.
- Moço, pode¿ diz, com o olhar comprido
para a alegria aquática.
- Só de tarde – diz o homem, já
acostumado com o repetido ritual.
- Que horas¿
-Três horas.
Pois quando chega o momento, são
pontuais. O pequeno circula pela vizinhança, chamando os comparsas. “São três
horas, o moço deixou”... Então, eles chegam, aos borbotões, com os trajes de
banho e as boias. São quase todos os curumins da rua. Pulam na piscina e dali
não saem até que a noite chegue. Seus gritos ecoam pela rua afora, numa
algaravia de felicidade que contamina qualquer um. Sem outros brinquedos além
dos pneus, eles arrancam os maracujás e os fazem de bola. Entre uma entrada e
outra na água vão se apropriando das acerolas, ameixas, jabuticabas e limas que
abundam no quintal.
Quando o sol se põe, num vermelhão só,
lá para as bandas do oeste, eles vão saindo, um a um. Desembestam pelo portão
afora sem nem dizer obrigada. Sabem que o jardim é deles e que no dia seguinte
voltarão para nova festa. Ainda molhados e sem a menor vontade de entrar em suas
casas, arriscam um último jogo de frescobol. Invadem outro quintal. “Moça,
empresta as raquetes”... Não têm nada de seu, mas ao mesmo tempo tudo possuem.
Vivem em comunidade.
Só quando a noite vai longe é que a rua
se aquieta. A gurizada entra, os vizinhos vão fechando os portões, a dama da
noite começa a exalar seu perfume, as corujas voltam ao muro, os gatos se
encaixam nas casinhas, os cachorros se aprontam para dormir. Assim, passa-se
mais um dia no Campeche, no sul do sul do mundo, num outono de tirar o fôlego.
E, mateando no alpendre, parece que vida fica cheia de sentido quando as
crianças ainda brincam na rua e invadem quintais que nem são seus, sem que
ninguém se incomode ou puxe uma espingarda de calibre 12. Os filhos da rua são
os filhos de cada um e sempre há alguém a espiar pelo seu bem estar. É nessa
hora que a gente suspira e pensa no quanto é bom viver.
Café AntiColonial em homenagem aos trabalhadoresno dia 3 de maio
A Cooperativa de Produção em Comunicação e Cultura (CpCC),
através do Portal Desacato, e o Sindes realizam no dia 3 de maio (sexta-feira) o
3º Café AntiColonial. O evento será dedicado aos trabalhadores de Florianópolis
e Região e acontecerá das 17h30min às 21h30min, no Palácio Cruz e Souza, no
Centro de Florianópolis.
O Café AntiColonial é um evento de caráter cultural que reúne
distintas formas de expressão (música, teatro, contos, fotografia, filmes e
vídeos, sebo, etc.) além do que é costumeiro num Café "Colonial" (café, bolos,
sucos, bolachas, salgados, etc.). As suas primeiras versões aconteceram em 10 de
dezembro de 2011 na Udesc e em 30 de agosto de 2012 na Lagoa da Conceição, tendo
muito sucesso ambas, sendo filmadas e transmitidas com cobertura jornalística
completa via web pelo Portal Desacato (www.desacato.info).
Para sua terceira versão a proposta é homenagear aos
trabalhadores de Florianópolis e Região, convidando trabalhadores, dirigentes do
campo popular e, representantes protagonistas da sociedade trabalhadora, social,
política e cultural nos diversos âmbitos da cidade. O Dia dos Trabalhadores, tem
sido destratado nos últimos anos em Florianópolis, o que afeta, sem dúvida, a
autoestima da classe trabalhadora e a desentende de sua própria história de
lutas, antigas e recentes.
O Café AntiColonial em homenagem aos trabalhadores, será
transmitido jornalisticamente via web, Ao Vivo, e com o devido suporte nas
nossas redes sociais e narrações ao vivo em twitter e facebook. Também será
realizado um vídeo de 15 a 20 minutos de duração resgatando este momento
sociocultural, do qual será entregue uma cópia a cada entidade colaboradora.
terça-feira, 9 de abril de 2013
segunda-feira, 1 de abril de 2013
IX Jornadas Bolivarianas discutem os megaeventos esportivos
Por Elaine Tavares - jornalista
01.04.2013 - As Jornadas Bolivarianas de 2013 terão como tema
os megaeventos esportivos, vistos nos seus variados aspectos: econômico,
político, de mobilização popular, cultural, saúde, organização urbana. A
proposta deste seminário internacional, que acontece na Universidade Federal de
Santa Catarina (UFSC) há nove edições, é de fazer um debate crítico, saindo do
lugar comum que se vê na mídia comercial, de ufanismos e maravilhas. Eventos
desta natureza, muito mais do que propiciar lazer e divertimento tornaram-se
espaços de acumulação do capital. Com eles, muito poucos têm grandes lucros e a
maioria das populações dos lugares onde acontecem acabam tendo apenas ganhos
periféricos, quando não vivem processos violentos de remoção.
Para compreender de forma crítica este atualíssimo modo de
acumulação capitalista, o Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA/UFSC)
traz a Florianópolis, de 9 a 12 de abril, renomados estudiosos e líderes
populares de vários países. A abertura, no dia 9 de abril, contará com a
presença do equatoriano Jaime Breilh, da Universidad Andina Simón Bolívar. Jaime
é médico e um dos fundadores do movimento latino-americano da nova saúde
pública, sendo o foco do seu trabalho a discussão da saúde esportiva como
negócio e prática destrutiva. Segundo ele, a lógica dos megaeventos desfaz de
maneira cabal a ideia do esporte como sinônimo de saúde.
Outra presença significativa é a do cubano Antonio Becali
Garrido, reitor da Universidad de Ciencias de la Cultura Física y el Deporte,
que trará para o debate a concepção cubana de esporte e sua posição diante dos
megaeventos. Participa também o professor Fernando Mascarenhas, da
Universidade de Brasília, com larga trajetória na discussão do esporte
brasileiro, tendo sido membro do Conselho Nacional do Esporte e presidente do
Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte.
Raumar Rodrigues Gimenez, professor da Universidad Nacional de Uruguai, traz a reflexão do esporte como espaço de cultura e analisa os efeitos dos megaeventos nesta perspectiva. Marcelo Weishaupt Proni, professor da Unicamp, atua na área da economia do esporte, tendo forte atuação na crítica do futebol-empresa e dos impactos que megaeventos esportivos geram nas economias locais. Nilso Ouriques, professor da Unoesc, que recentemente lançou um retrato do esporte catarinense com o livro "A miséria do esporte", faz a discussão da acumulação do capital gerada por megaeventos esportivos.
No campo da mídia, as jornadas contarão com a presença de dois jornalistas de visão crítica. Um deles é o brasileiro Juca Kfouri, da ESPN, conhecido por sua seriedade, coragem e profissionalismo. Um ícone do pensamento crítico no mundo esportivo. O outro é o jornalista mexicano Maurício Mejía, também bastante conhecido no México por sua visão diferenciada no debate esportivo, saindo do senso comum, típico da mídia comercial.
Outro estudioso que fará sua conferência nas Jornadas é o sul-africano Eddie Cottle, que lançou há pouco tempo um denso trabalho sobre a Copa do Mundo realizada no seu país. Olhando o evento desde o campo popular e na perspectiva dos trabalhadores, Eddie poderá mostrar como a África do Sul foi afetada e quais os impactos deixados na população.
Já o representante do debate popular no Brasil será Renato Cosentino Vianna Guimarães , do Comitê Popular Rio Copa Olimpíadas, entidade que vem travando batalhas importantes pelo direito ao esporte e à vida, principalmente no que diz respeito aos despejos e à privatização do Maracanã. Paulo Ricardo do Canto Capela, presidente do Iela e professor do Centro de Esportes da UFSC, encerra o evento, discutindo a necessidade de o esporte sair da órbita do negócio e se encarnar no mundo da vida.
As atividades das Jornadas Bolivarianas – 9ª. edição - começam numa terça-feira, 9 de abril de 2013, a partir das 18h30min. Veja a programação completa:
IX Jornadas Bolivarianas
MEGAEVENTOS ESPORTIVOS - SEUS IMPACTOS, CONSEQUÊNCIAS E LEGADOS PARA O CONTINENTE LATINO-AMERICANO
9 de abril de 2013
- Noite – Auditório da Reitoria – UFSC
18h30 – Abertura oficial das IX Jornadas Bolivarianas
19h – Conferência de abertura: Os Megaeventos Esportivos: Impactos, Consequências e Legados para o Continente Latino-Americano
Conferencista: Jaime Breilh/ Equador - Doutor e Diretor da Área de Saúde da Universidad Andina Simón Bolivar. Coordenador do Global Health para a América
10 de abril de 2013
- Manhã – Auditório da Reitoria - UFSC
9h – Conferência: O Estado, os Movimentos Sociais, as Políticas Públicas de Esporte e Lazer e os Direitos Sociais frente aos Megaeventos Esportivos
Antonio Becali Garrido, Reitor da Universidad de Ciencias de la Cultura Física y el Deporte - Cuba
Fernando Mascarenhas UNB, Brasília, Brasil
- Tarde – UFSC e Hall da Reitoria
14h30 – 18h – Apresentação de Trabalhos
Raumar Rodrigues Gimenez, professor da Universidad Nacional de Uruguai, traz a reflexão do esporte como espaço de cultura e analisa os efeitos dos megaeventos nesta perspectiva. Marcelo Weishaupt Proni, professor da Unicamp, atua na área da economia do esporte, tendo forte atuação na crítica do futebol-empresa e dos impactos que megaeventos esportivos geram nas economias locais. Nilso Ouriques, professor da Unoesc, que recentemente lançou um retrato do esporte catarinense com o livro "A miséria do esporte", faz a discussão da acumulação do capital gerada por megaeventos esportivos.
No campo da mídia, as jornadas contarão com a presença de dois jornalistas de visão crítica. Um deles é o brasileiro Juca Kfouri, da ESPN, conhecido por sua seriedade, coragem e profissionalismo. Um ícone do pensamento crítico no mundo esportivo. O outro é o jornalista mexicano Maurício Mejía, também bastante conhecido no México por sua visão diferenciada no debate esportivo, saindo do senso comum, típico da mídia comercial.
Outro estudioso que fará sua conferência nas Jornadas é o sul-africano Eddie Cottle, que lançou há pouco tempo um denso trabalho sobre a Copa do Mundo realizada no seu país. Olhando o evento desde o campo popular e na perspectiva dos trabalhadores, Eddie poderá mostrar como a África do Sul foi afetada e quais os impactos deixados na população.
Já o representante do debate popular no Brasil será Renato Cosentino Vianna Guimarães , do Comitê Popular Rio Copa Olimpíadas, entidade que vem travando batalhas importantes pelo direito ao esporte e à vida, principalmente no que diz respeito aos despejos e à privatização do Maracanã. Paulo Ricardo do Canto Capela, presidente do Iela e professor do Centro de Esportes da UFSC, encerra o evento, discutindo a necessidade de o esporte sair da órbita do negócio e se encarnar no mundo da vida.
As atividades das Jornadas Bolivarianas – 9ª. edição - começam numa terça-feira, 9 de abril de 2013, a partir das 18h30min. Veja a programação completa:
IX Jornadas Bolivarianas
MEGAEVENTOS ESPORTIVOS - SEUS IMPACTOS, CONSEQUÊNCIAS E LEGADOS PARA O CONTINENTE LATINO-AMERICANO
9 de abril de 2013
- Noite – Auditório da Reitoria – UFSC
18h30 – Abertura oficial das IX Jornadas Bolivarianas
19h – Conferência de abertura: Os Megaeventos Esportivos: Impactos, Consequências e Legados para o Continente Latino-Americano
Conferencista: Jaime Breilh/ Equador - Doutor e Diretor da Área de Saúde da Universidad Andina Simón Bolivar. Coordenador do Global Health para a América
10 de abril de 2013
- Manhã – Auditório da Reitoria - UFSC
9h – Conferência: O Estado, os Movimentos Sociais, as Políticas Públicas de Esporte e Lazer e os Direitos Sociais frente aos Megaeventos Esportivos
Antonio Becali Garrido, Reitor da Universidad de Ciencias de la Cultura Física y el Deporte - Cuba
Fernando Mascarenhas UNB, Brasília, Brasil
- Tarde – UFSC e Hall da Reitoria
14h30 – 18h – Apresentação de Trabalhos
- Noite - Auditório da Reitoria
18h30 - Conferência: A Mídia, o Jornalismo Esportivo e a Cobertura dos Megaeventos Esportivos
Juca Kfouri - São Paulo
Maurício Mejía - México
11 de abril de 2013
- Manhã – Auditório da Reitoria
9h – Conferência: Acumulação do capital e megaeventos esportivos
Nilso Ouriques - Unoesc/ Brasil
Marcelo Proni – Unicamp/Brasil
Nildo Ouriques - UFSC - Brasil
- Tarde – UFSC e Hall da Reitoria
14h30 – 18h – Apresentação de Trabalhos
- Noite – Auditório da Reitoria
19h – Conferência: Tema: Cidades, Participação Popular, Economia e os legados dos megaeventos esportivos
Eddie Cottle - África do Sul - Autor do livro “South África`s Wold Cup: A Legacy For Whom?” (Copa do Mundo da África do Sul: um legado para quem?)
Raumar Rodrigues Gimenez – Universidade Republica do Uruguai
18h30 - Conferência: A Mídia, o Jornalismo Esportivo e a Cobertura dos Megaeventos Esportivos
Juca Kfouri - São Paulo
Maurício Mejía - México
11 de abril de 2013
- Manhã – Auditório da Reitoria
9h – Conferência: Acumulação do capital e megaeventos esportivos
Nilso Ouriques - Unoesc/ Brasil
Marcelo Proni – Unicamp/Brasil
Nildo Ouriques - UFSC - Brasil
- Tarde – UFSC e Hall da Reitoria
14h30 – 18h – Apresentação de Trabalhos
- Noite – Auditório da Reitoria
19h – Conferência: Tema: Cidades, Participação Popular, Economia e os legados dos megaeventos esportivos
Eddie Cottle - África do Sul - Autor do livro “South África`s Wold Cup: A Legacy For Whom?” (Copa do Mundo da África do Sul: um legado para quem?)
Raumar Rodrigues Gimenez – Universidade Republica do Uruguai
12 de abril de 2013
- Manhã – Auditório da Reitoria
9h - Conferência: O impacto dos megaeventos nas comunidades
- Manhã – Auditório da Reitoria
9h - Conferência: O impacto dos megaeventos nas comunidades
Renato Cosentino Vianna Guimarães - Comitê Popular Rio Copa e
Olimpíadas
Paulo Ricardo do Canto Capela - UFSC/Brasil
Informações:
www.iela.ufsc.br
iela@iela.ufsc.br
48. 37216483 – 3721-4938 - 99078877
www.jornadasbolivarianas.blogspot.com
Paulo Ricardo do Canto Capela - UFSC/Brasil
Informações:
www.iela.ufsc.br
iela@iela.ufsc.br
48. 37216483 – 3721-4938 - 99078877
www.jornadasbolivarianas.blogspot.com
terça-feira, 26 de março de 2013
segunda-feira, 25 de março de 2013
Quando um amigo chamar, vá!
Elaine Tavares
Ela tinha muitos amigos no facebook e inumeráveis seguidores no twitter. Por ali sempre rolavam conversas, risadas, compartilhamentos de textos e sentimentos. Mas havia a frieza de um espaço sem olhares quentes, sem abraços apertados, sem beijos, sem toques de mãos. E ela precisava disso. Talvez porque fosse de uma outra geração, de um outro mundo, desses nos quais as pessoas se olham e se afagam e se beijam e se encantam uma com a outra. Ela, então, tinha sede e fome de presenças, era o seu alimento e, sem isso, definhava. Achava até que se não tivesse, vez em quando, o contato real com aqueles a quem amava, morreria.
Então inventou um encontro. Precisava dele para não sucumbir de vazios humanos. Comprou frutas, sucos, vinhos, pãezinhos e patês. Tal qual Babette planejando a festa, preparou delícias para dividir com aqueles os quais chama de amigos. Comer junto é comunhão, coisa sagrada, desperta o que há de melhor em cada ser. Também, feito a raposa, desde a manhã seu coração batia ligeiro esperando a hora do abraço que lhe devolveria a vida. Era o primeiro dia do outono, a mais bonita das estações, e chovia uma chuva forte, lavando a cidade e preparando a terra para a colheita. O universo conspirava para que a noite fosse de profundas alegrias.
Quando a hora chegou, tudo estava pronto. A mesa posta, a música escolhida, o vinho aberto. Ela sentou-se na varanda, a esperar. A chuva seguia, renitente, mas, pensou: “ninguém é de açúcar”. E quem ousaria não dar ouvidos ao chamado de um amigo? Sorriu e ficou a imaginar cada um dos rostinhos amados que chegariam, afogueados, guarda-chuvas abertos, fugindo do aguaceiro, também ansiosos pelo encontro, o abraço, o toque.
O tempo foi fugindo do relógio, a chuva seguindo seu curso, as frutas murchando e ninguém apareceu. A mulher deixou-se ficar à varanda, com todos os copos de vinho no chão. Na cidade molhada nenhum amigo atendeu ao chamado. Não haveria abraços, nem beijos, nem toques de mãos. Então, dos olhos, começaram a escorrer pequenas gotas de lágrimas, que foram crescendo, crescendo, crescendo, até formarem uma imensa poça de água. No dia seguinte, quando a procuraram, tudo o que puderam encontrar foi aquela estranha poça ao lado da cadeira que balançava sozinha no alpendre. A mulher nunca mais foi vista. Seu último post no facebook foi um insistente chamado para a festa.
Sua caixa de emails, aberta no dia seguinte, estava cheia de mensagens dos amigos, dizendo que tinham coisas importantes a fazer. Não seria possível o encontro. E a vida seguiu no facebook, com milhares de pessoas “compartilhando” coisas.
sexta-feira, 22 de março de 2013
O racismo contra os indígenas está vivo e passa bem
Elaine Tavares
Uma entrevista em vídeo
realizada com a cacique Eunice Antunes, da comunidade Guarani, do Morro
dos Cavalos, mostrou o quanto a questão indígena em Santa Catarina
também é revestida de profunda violência. O "sul maravilha", de certa
forma, passa a imagem de um espaço civilizado, longe da truculência de
regiões conflagradas como a Amazônia ou o Mato Grosso do Sul, nas quais é
comum o assassinato descarado de índios. Só que isso é pura ilusão. Ou
pior. Mostra que quando os índios estão quietos, confinados na sua
miséria, é sempre muito fácil parecer "bonzinho" e "respeitar" os
direitos, no geral expressos em distribuição de cestas básicas. Mas, se
eles se levantam em luta e exigem que as terras sejam demarcadas, que a
lei seja cumprida, aí a violência assoma, com sua cara feia, e todo o
racismo que subjaz no cotidiano igualmente aflora.
A comunidade Guarani do
Morro dos Cavalos é um espaço de quatro hectares onde se apertam 28
famílias, 200 almas. Elas reivindicam desde há anos suas terras
ancestrais e, finalmente, em 2008, os 1.997 hectares aos quais têm
direito foram demarcados. Só que nesse território também estavam mais de
60 famílias de "juruás" (os brancos), que, ou grilaram ou compraram as
terras e agora precisam sair. O trabalho da Funai tem sido sistemático
no sentido de indenizar e retirar as famílias. A maioria tem aceitado,
mas uma parcela insiste em ficar. Sentimento justo, afinal, algumas
estão ali há gerações. E é por aí que se espraia o conflito. O governo
do estado deveria também indenizar as famílias, no valor da terra, já
que a Funai só paga as benfeitorias, por conta de que o espaço é uma
reserva natural e não poderia ter ninguém morando.
Pois a fala da cacique
(http://youtu.be/bKUKCXHDCKU), contanto essa história e, inclusive, se
colocando a favor da indenização dessas famílias, fez brotar um onda de
violências verbais nos comentários do You Tube, que bem mostram a
intolerância, o ódio e o preconceito que cerca a questão indígena. "diz
que os jovens só ficam brincando, vendo TV depois da aula, pois recebem
bolsa família, bolsa escola. A cacique ainda não os ensinou a pescar,
caçar, afinal ela não tem tempo, pois fica só recebendo informação da
FUNAI. Que cultura é essa de índio recebendo bolsa do governo?", diz um
dos comentários. E outro: "A cacique é bem viajada, faz turismo com
nosso dinheiro. Quase não fica na aldeia, está explicada a vinda dos
índios à vila pedir (esmolar). Essa é boa vida deles. Não é preciso ser
índio, basta seguir a religião para se dizer índio".
Outras barbaridades como
chamar a cacique de boliviana, paraguaia, estrangeira e fazer piada com
o fato de ela estar usando batom foram depois retiradas dos comentários
quando alguém sugeriu que ia entrar na justiça por racismo. O debate
mostra, com riqueza de detalhes, o ranço que existe, indelével, não só
nas comunidades próximas à aldeia, mas também em todo o estado. Para boa
parte das pessoas, índio só é bonitinho nas páginas dos livros ou
quietinho nas aldeias. Bastou gritar, exigir direitos, para virar
inimigo, "coisa ruim".
Ser índio
O movimento de
recuperação das culturas originárias que assomou na América Latina desde
o final dos anos 90 demorou a chegar no Brasil. E não poderia ser
diferente. Ao contrário de países como a Bolívia, Equador, Guatemala e
outros que contabilizam a maioria da população como indígena, aqui no
Brasil os povos autóctones foram sendo dizimados desde a chegada dos
portugueses em 1500. Com a leva dos imigrantes logo após a abolição da
escravatura, mais uma onda de destruição dos povos indígenas se fez. No
início do século XX, com a necessidade de abertura de novas fronteiras
agrícolas, também a região norte, ainda bastante isolada, foi sendo
tomada. Restou aos indígenas o confinamento em reservas ou a integração
forçada na vida dos brancos. Tudo isso foi provocando a desaparição de
povos inteiros e a falta de uma política clara de demarcação dos
territórios também fomentou uma espécie de "guerra" permanente com os
interesses dos fazendeiros, mineradores e madeireiros que foram
invadindo as terras indígenas.
Hoje, depois de mais de
uma década de lutas importantes pela América Latina e a profunda mudança
na posição dos indígenas diante de sua realidade, também os povos do
Brasil começaram a se integrar no processo de retomada da cultura e da
identidade. Tanto que , segundo o IBGE, a população indígena cresceu
205% desde 1991. Isso porque muitas pessoas que já estavam no mundo
urbano, "integradas", também resolveram assumir sua identidade e lutar
pela sua cultura. Hoje, o Brasil já contabiliza 896,9 mil índios de 305
etnias, e em quase todos os municípios (80%) tem alguma pessoa
autodeclarada indígena. Até mesmo alguns grupos já considerados
extintos, como os Charrua, se levantam, se juntam, retomam suas raízes,
formam associações e lutam por território. A maioria dos indígenas, 63%,
ainda vive em área rural e o IBGE também constatou que aqueles que já
estão com suas terras demarcadas conseguem viver com mais tranquilidade,
vivenciando suas culturas. Esses, conformam também uma maioria, com
mais de 500 mil pessoas.
A única exceção é a
terra dos Yanomami, a mais populosa, com 25 mil e 700 habitantes, entre
os estados do Amazonas e Roraima, que tem sofrido a invasão sistemática
de garimpeiros em busca de ouro e outros minerais. Vários conflitos são
registrados sistematicamente na região desde o ano de 1996, quando o
então deputado Romero Jucá entrou com um projeto de lei para
regulamentar a mineração em terras indígenas, principalmente na dos
Yanomami. Naquele mesmo período, segundo denúncia dos indígenas, ele e
José Sarney derramaram mais de 40 mil garimpeiros na área, exacerbando
os conflitos. Esse projeto tramitou e em 2012 o deputado Édio Lopes
(PMBB), de Roraima, apresentou um substitutivo global, o qual sugere a
cessão de quase 80% do território Yanomami para grandes empresas
mineradoras. Existem, hoje, mais de 650 requerimentos de empresas
querendo minerar nas terras indígenas. Assim, sob a alegação de que as
riquezas nacionais precisam ser exploradas, mais uma vez os indígenas
correm risco de perderem sua vida. “Queremos que a floresta permaneça
silenciosa, que o céu continue claro, que a escuridão da noite cai
realmente e que se possa ver as estrelas", insiste Davi Yanomami, mas
esse seu desejo não é levado em consideração quando o que está em jogo é
a expansão do capital e a exploração desenfreada de minerais.
Não bastasse isso,
outras comunidades do norte estão hoje completamente ameaçadas pelas
famosas obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Essa região
concentra 38,2 % dos projetos, que envolvem abertura de estradas e
construções de usinas. Dos 61 projetos em andamento no norte, 37 deles
estão da região amazônica e devem atingir 30 áreas indígenas . O mais
emblemático e que já provocou dezenas de conflitos é o de Belo Monte,
uma obra gigante que coloca em risco todos os povos do Xingu.
Outro drama que se
desenrola longe das câmaras de TV e da consciência nacional é o do povo
Pankararu, uma comunidade de oito mil pessoas que sempre viveu às
margens do Rio São Francisco, em Petrolândia, Pernambuco, e que agora
está sem acesso à água e ao rio por conta das obras de transposição.
Desalojados, perdidos da relação com o rio, eles são abastecidos com
carro-pipa, nas piores condições, enquanto o governo fala nas maravilhas
da transposição, que nada mais é do que a proposta de levar água ao
agronegócio. Já, com os índios, quem se importa?
Também os povos que
vivem no Mato Grosso do Sul amargam violência e desamparo. São mais de
30 acampamentos de indígenas no estado, que é o que lidera o triste
pódio de assassinatos de índios (62% ) , assim como o de mortes de
crianças indígenas por falta de assistência médica. Recentemente uma
comunidade de Guarani Kaiowá, com 170 pessoas, que estava acampada em
dois hectares na beira de uma estrada, ameaçou resistir até o último
homem caso fosse despejada. O drama provocou comoção nacional quando a
mídia falou em suicídio. Na verdade, o estado de Mato Grosso do Sul
também é campeão em número de suicídio de índios, com mais de 1.500
casos registrado nos últimos dez anos, sendo a maioria de jovens de 13 a
15 anos, completamente destituídos da vontade de viver sem condições de
serem plenos na sua cultura.
A voracidade do capital
E assim é a situação dos
povos indígenas nesse país. Sempre tendo de superar dezenas de barreira
para simplesmente ser. No Amazonas meninas índias trocam a virgindade
por 20 reais, madeireiros assassinam índios no Pará, fazendeiros
escravizam índios em Vacaria, Rio Grande do Sul , índios morrem nos
cantões tentando defender suas terras. Tudo isso aparece como pequenos
"drops" informativos, como se fossem casos esdrúxulos, fora do normal.
Não são. Essa é a realidade cotidiana de milhares de indígenas, todos
os dias colocados sob o foco do racismo, tal como agora acontece em
Santa Catarina. São chamados de feios, sujos, vagabundos, bêbados,
paraguaios, escória do mal. Basta de saiam de suas aldeias e
reivindiquem. Agora, com a política de cotas, eles estão entrando nas
universidades. Mais um espaço no qual o racismo aflora com força.
É uma tarefa dura para
as gentes autóctones viver num mundo que os hostiliza sempre que saem da
sua condição de "coitadinhos". Mas eles estão aí, crescendo, se
multiplicando. Com outros tantos de autodeclarando, assomando na
cultura, na língua, no território. Nunca será fácil. A consciência de
que todo o território foi roubado custa a se formar , daí a violência
que se vê no dia-a-dia. Mas, muito mais do que isso, o que provoca a
maior parte dos conflitos é insaciável expansão do capital. Terras
indígenas como as do Mato Grosso do Sul são pura fertilidade, os
fazendeiros as querem. Também são ricas em minério as terras amazônicas,
e os interesses multinacionais são gigantes. Daí que fomentar o
racismo, provocar o ódio, também faz parte da estratégia do capital.
Fica mais fácil destruir, derrotar, extinguir aquilo que as pessoas
consideram "lixo". Assim, não há culpas.
Por isso que no sul do
Brasil, na "europa" brasileira, Santa Catarina, famílias de gente boa,
pia, se engalfinham em discórdia com os índios, os sujos, os paraguaios,
os estrangeiros. Parece até coisa do realismo fantástico. Chamam de
estrangeiros aqueles que são os verdadeiros donos da terra. Na terra
Guarani, nesses dias de outono, as gentes espiam pelos barracos mal
havidos, com medo. Porque ousaram lutar e garantir seu território. Agora
amargam a violência e a discriminação. E, ao largo, a vida passa.
Seve e Eduardo em vídeo sobre o livro "Contos da Seve"
Veja vídeo para conhecer Severiana Rossi Correa e Eduardo Schmitz. Seve contou a
Eduardo as histórias que compõem o livro "Contos da Seve", lançado no dia 20 de
março em Florianópolis.
“Sonhos Interrompidos” teve lançamento na Capital
Sem a pretensão de entrar em detalhes sobre a
anorexia, suas causas, consequências e tratamentos, o livro “Sonhos
Interrompidos” é um simples e emotivo relato escrito por duas irmãs, Carla e
Mariana Marcondes Ferreira de Souza, que vivenciaram de perto a devastação que
essa doença pode causar em uma pessoa, e em todos ao seu redor. O lançamento foi no dia 21 de março no hall do Centro de Convenções do
Hotel Oceania, Praia dos
Ingleses, Florianópolis.
Como afirma a jornalista Marcela
Cornelli, na apresentação do livro, “a história de Carla é a história de muitas
meninas, jovens e adolescentes que buscam o padrão de uma beleza criada pela
sociedade e pela mídia burguesa. Uma sociedade doente onde o culto excessivo à
aparência influencia milhões de pessoas.”
A impressão do livro foi viabilizada graças ao
apoio de um conjunto de entidades sindicais (SINDPREVS/SC, SEEB, SINTRAJUSC,
SINDES, SINTRAFESC, SINERGIA e SINTRATURB), CPCC (Cooperativa de Produção em
Comunicação e Cultura), Revista Pobres & Nojentas e Editora Letra.
Assessoria de
Comunicação do Sindprevs/SC
Veja vídeo do lançamento do livro "Contos da Seve"
Veja abaixo o vídeo sobre o lançamento do livro "Contos da Seve", no dia 20 de março na Fundação Franklin Cascaes.
terça-feira, 12 de março de 2013
Livro Contos da Seve será lançado em 20 de março, Dia do Contador de Histórias
O livro Contos
da Seve será lançado no dia 20 de março (quarta-feira), às 19 horas, na
Fundação Franklin Cascaes
(Forte Santa Bárbara,
rua Antônio Luz, 260, no antigo terminal central, quase
esquina com a avenida Hercílio Luz). O livro, com histórias narradas por
Severiana Rossi Correa, foi organizado pelo jornalista Eduardo Schmitz, e tem o
apoio da Revista Pobres & Nojentas e da Fundação Franklin Cascaes.
Prefaciado pelo
também jornalista Moacir Loth, Contos da Seve tem 118 páginas. São 57
histórias que levam o leitor para paragens desta Santa Catarina onde pessoas,
objetos, casas, morros, são feitos de uma substância mágica, às vezes terna, às
vezes cruel e espantosa. Como escreve Moacir Loth no Prefácio, Seve “tirou de
sua memória bruxólica causos e contos que pouco devem ao mitólogo Franklin
Cascaes, o bruxo da Ilha da Magia. Ambos, bruxo e bruxa, contam histórias com
tanta intensidade que transmitem ao leitor a certeza absoluta de que suas
histórias são fatos; suas lendas, notícias; seus causos, reportagens. Se Cascaes
narrou o fantástico da Ilha e a saga dos açorianos, agarrado a bois e bruxas,
Seve dá conta do folclore, do imaginário, do espírito e dos costumes do
interior”.
Seve foi capa da
edição 9 da Revista Pobres & Nojentas, que vai para a trigésima edição. A
beleza da história dela e das que ela contou disparou a vontade de colocar as
narrativas todas em papel. E foi o que o Eduardo fez, com uma primorosa capa
também desenhada por ele.
A autora nasceu em
Lages e em 2012 completou 89 anos. Ela viveu a colonização do Alto Vale do
Itajaí. Teve 16 filhos, e vieram 56 netos, 66 bisnetos e 4 tataranetos. Já
Eduardo Schmitz é um taioense de 38 anos que desde cedo mostrou ter habilidade
com desenhos. Criado num sítio, no interior de Salete, só foi ter contato com a
área editorial por volta dos 16 anos, quando começou a trabalhar num pequeno
jornal semanal na cidade de Taió. Foi assim que aprendeu o oficio de diagramador
em “past up”, sendo que, vez por outra, também eram publicadas algumas de
suas charges.
Mais tarde, com o
advento dos primeiros softwares de editoração eletrônica, Eduardo foi
trabalhar na indústria gráfica, onde participou, por mais de 10 anos, na
execução de vários projetos de cunho comercial. Buscando algo mais autoral e
menos técnico, resolveu estudar jornalismo, formando-se em 2007 pela
Universidade do Alto Vale do Itajaí (Unidavi). Quando ainda cursava o segundo
semestre da faculdade, Eduardo deu início à criação de um jornal de bairro em
Taió, sendo que anos depois o projeto acabou incentivando-o à criação de um
mensário gratuito e de maior circulação, chamado Observatório Local, onde eram
publicados contos da Seve. Atualmente Eduardo trabalha como freelancer em
projetos de editoração, ilustração e webdesign.
A data escolhida
para o lançamento do livro não é por acaso. Em 20 de março é comemorado o
Dia do Contador de
Histórias. A data foi criada em 1991, na Suécia, e tem como
principal objetivo reunir os contadores e promover a prática em todo mundo. No
lançamento, Aline Maciel, da Cia. Mafagafos – contadores de histórias, irá ler
contos da autora. A ideia é marcar a data e compartilhar a beleza das lendas,
causos e contos da Seve.
Serviço:
Lançamento do
livro Contos da Seve, organizado por Eduardo
Schmitz
Quando: 20 de
março (quarta-feira), às 19 horas
Onde: Fundação Franklin Cascaes (Forte
Santa Bárbara , rua Antônio Luz, 260, no antigo
terminal central, quase esquina com a avenida Hercílio Luz)
Apoio: Revista
Pobres & Nojentas e Fundação Franklin
Cascaes
quarta-feira, 6 de março de 2013
Globo, ¿por qué no te callas?
Míriam Santini de Abreu
Não li nem vi a maior parte do que foi publicado sobre a morte de Hugo
Chávez nos principais meios de comunicação do país. Mas ontem, passei pelo
Jornal da Globo e comprovei que não há limites para a vileza supostamente
informativa da Rede Globo, porque não se pode classificar o dito conteúdo como jornalístico. Refiro-me especificamente ao "resumo" da trajetória de
Chávez narrado pelo apresentador William Waack, indicado abaixo, onde também
está uma avaliação mais detalhada sobre a cobertura da mídia a respeito da
morte do presidente venezuelano.
É odioso o fato de os sucessivos governos do Brasil não
abrirem o debate sobre a regulamentação da atividade de comunicação (terceiro
link abaixo), como fizeram a Venezuela, a Argentina, a Bolívia, o Equador e
o Uruguai. A presidenta Dilma também não dá indícios de que vá avançar um
milímetro nesse tema. Quisera ver, no Brasil inteiro, um clamor: Globo, ¿por qué no te
callas?
terça-feira, 5 de março de 2013
Seu Antônio, um lutador
Elaine Tavares
É nesse dia 8 de março, às 18h, na
Escola América Dutra Machado, o lançamento do livro "Seu Antônio, a história de
um líder", fruto do trabalho generoso da educadora Sandra Ribes junto à vida das
comunidades Chico Mendes e Monte Cristo. Ué, mas no dia da mulher, a história de
um homem? É que nós, da Pobres e Nojentas, já conseguimos superar essa divisão.
Mulheres e homens - se estão na luta por um mundo melhor - ocupam o mesmo
patamar e suas histórias merecem o mesmo destaque.
Seu Antônio é mais um personagem que
poderia passar invisível na história de uma cidade pródiga em homenagear
carrascos e predadores. Ele é um homem simples, que vive numa comunidade
empobrecida, não frequenta altas rodas, nem salões acarpetados. Sua trajetória
se fez na estrada de chão, nas vielas da comunidade, sempre na batalha por
direitos, por dignidade e vida plena.
São essas pessoas que a equipe da
Pobres e Nojentas faz questão de iluminar com focos de luz intensa. Porque é
gente assim, como o Antônio, que verdadeiramente constrói a cidade e muda a vida
de centenas de outras pessoas com sua força, garra e luta renhida.
Então, nesse dia da mulher, as mulheres
da Pobres convidam homem e mulheres, gente que luta, para prestigiar esse
lançamento. Não acontece em uma galeria chique, nem numa livraria "da hora". É
na comunidade mesmo, espaço de Antônio e dos seus. O livro é a memória viva da
luta das comunidades do continente. O livro é história real, façanha
comunitária. Pode chegar no Monte Cristo e compartilhar, com amor e com
ternura.
Escola América Dutra Machado - Bairro
Monte Cristo - 18h - 08/03/2013
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Lei de Greve tramita no Congresso
Elaine Tavares
Tramita
desde o ano passado, na Câmara de Deputados, o famigerado projeto de lei que
regulamenta as greves de trabalhadores. Isso por si só já seria uma grande
bobagem pois só os trabalhadores, auto-organizados, são os que decidem sobre
suas formas de luta. Não há qualquer cabimento em o Estado ou o Legislativo
tentar regular aquilo que não é da sua competência. No mundo capitalista, a luta
dos trabalhadores é sempre uma luta contra o capital e, a menos que se entre
numa armadilha de conciliação de classe, uma lei para regular as greves fica
fora de questão.
Mas, apesar
disso, um deputado do Partido dos Trabalhadores, chamado Roberto Policarpo
Fagundes, eleito pelo DF, entrou com um projeto de lei, em 2012, visando
justamente regular as greves. No corpo do projeto ele chama de "democratização
das relações de trabalho e tratamento de conflitos". Um projeto dessa natureza
deveria ser imediatamente rechaçado pelas entidades sindicais, mas, segundo a
justificativa que está no corpo da proposta "o projeto resulta de três anos de
negociação com entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a Confederação
Nacional dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef) e a Confederação
dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam), além de
representantes do Ministério do Planejamento, durante o segundo governo do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva". Ora, isso significa que entidades de
trabalhadores, junto com o governo constituíram essa peça que é uma grave
interferência na auto-organização dos trabalhadores uma vez que se faz em
parceria com o patrão, no caso, o Estado.
Alguém pode
dizer que o estado não é o capital, mas se pensar bem vai ver que sim, é. No
estado capitalista, o estado é representação do capital e é com o capital que os
trabalhadores disputam as verbas que vão prover a sua existência. Um exemplo
claro disso pode ser visto nas negociações por salário. O governo nega recursos
aos trabalhadores, mas nunca se nega a pagar os juros da dívida. Nesse embate, é
a luta contra o capital.
Diz a lei,
no seu artigo primeiro, que o seu objetivo é regulamentar o tratamento dos
conflitos entre os servidores público e o estado e definir diretrizes para a
negociação. Afirma que a livre associação é garantida assim como o direito de
greve, mas estabelece que a negociação entre trabalhadores e governo deverá se
dar dentro dos parâmetros da negociação permanente. Ou seja, apenas busca
regulamentar o que já existe. Desde o primeiro governo Lula que esse expediente
é usado. E ele significa exatamente o que quer dizer: negociação permanente, que
permanece, que não avança.
Pois no
artigo 5, do primeiro capítulo, já aparece a primeira pérola: "o direito de
greve do servidor público submeter-se-á a juízo de proporcionalidade e
razoabilidade". Ora, o que é isso? razoabilidade? Quem define o que é razoável?
O governo? E se o que for razoável para os trabalhadores - como um arrocho
salarial - não o for para o governo?
Depois, o
segundo capítulo, vem uma série de questões que definem como será a vida dos
trabalhadores: direito a livre associação, proteção enquanto estiver em mandato
sindical, direito de afastamento para mandato sindical ( o que hoje não
ocorre), dispensa de ponto para os que participam das mesas de negociação,
direito a divulgação do movimento grevista (sic) e direito a arrecadação de
fundo de greve.
O capítulo
terceiro trata das regras para a negociação. Estabelece que ela se dará pelas
Mesas de Negociação Permanente, uma prática que já existe e que só beneficia o
governo. na verdade, nessas mesas, não há negociação e sim a imposição daquilo
que o governo quer. A prática tem sido a da "enrolação permanente", só
terminando quando o governo chega onde quer.
O capítulo
quarto regulamenta o direito de greve. Caracteriza o que é a greve, como
suspensão coletiva, temporária e pacífica, total ou parcial, dos serviços.
Define, no parágrafo 2 do artigo 18, que são assegurados aos grevista o emprego
de meios pacíficos para persuadir os colegas a aderir a greve. No artigo 18 fica
bem claro que o direito á greve deverá ser submetido a juízo de
"proporcionalidade e razoabilidade", mas não explicita o que isso significa.
Joga para uma possível autorregulamentação a ser feita pelas entidades
sindicais, mas que deverá passar pelo crivo do Observatório das Relações de
Trabalho no Serviço Público, uma nova entidade que será criada, com
representação de 50% do governo e 50% das entidades sindicais. Ou seja, mais uma
estrutura, mais cargos, mais cooptação.
Agora, em
2013, esse projeto já poderá ser votado e se constituirá numa ferramenta
importante para a administração no sentido do controle total dos movimentos
trabalhistas. Como conta com o aceite e o apoio das maiores centrais sindicais
brasileiras a sua aprovação pode acontecer sem maiores conflitos.
Daí a
importância da divulgação desse tipo de projeto para que os trabalhadores
conheçam seu teor e não permitam que uma burocracia sindical, muitas vezes
cooptada pelos longos braços do poder, decida por todos. Esse projeto deve ser
conhecido e debatido, com todas as suas nuances desveladas, para que os
trabalhadores decidam autonomamente sobre se é isso mesmo que querem. Se não é
uma tremenda contradição regulamentar, na lei burguesa, como devem se organizar
para travar a luta contra os interesses do capital. É obvio que quando há um
conflito aberto com o capital, como é o caso de uma greve, sempre é necessário
abrir um canal de negociação. Mas isso deveria ser feito caso a caso, conforme o
andar do próprio movimento. Não tem cabimento haver uma lei que determine como
devem ser feitas as negociações, como se todo conflito fosse igual.
A luta de
classe é a base do sistema capitalista, o conflito é permanente porque a riqueza
está sempre acumulada nas mãos da classe dominante. Não cabe aos que dominam
dizer aos trabalhadores como lutar contra eles. essa é uma decisão autônoma
daqueles que vendem sua força de trabalho. Aceitar essa lei é ficar atrelado aos
desejos do estado. E, esse estado que aí está - não importa quem seja o
governante - é o estado capitalista/dependente. Isso significa que estará sempre
defendendo os interesses do capital. Logo, é um contrassenso aceitar um projeto
dessa natureza.
Aos
sindicatos cabe chamar discussões e debater profundamente. Não é possível que as
Centrais estejam negociando sem que a maioria dos trabalhadores saiba o que, de
fato, está em jogo.
Conheça a lei, na íntegra:
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